Casa inteligente · 2026/1

Alimentador pet Positivo

Smart Alimentador Pet Wi-Fi | Positivo Casa Inteligente

Integrantes

Integrante Matrícula
Arthur Alves de Matos 190010495
Fause Carlos Mascarenhas Lustosa Junior 211031691
Izabella Alves Pereira 211063149
Miguel Arthur Oliveira de Lima 211062320

1. Descrição do Produto Selecionado

Smart Alimentador Pet Wi-Fi da Positivo Casa Inteligente

O Smart Alimentador Pet Wi-Fi é um alimentador automático para animais domésticos desenvolvido pela Positivo Casa Inteligente, linha de automação residencial da Positivo Tecnologia. O equipamento integra o segmento de dispositivos IoT (Internet das Coisas) voltados ao cuidado de pets, permitindo programar e acompanhar a alimentação de cães e gatos remotamente por meio de um aplicativo de celular. O produto possui certificações Anatel e Inmetro e é compatível com os assistentes virtuais Alexa e Google Assistente (especificações oficiais).

1.1 Funções principais, público-alvo e contexto de uso

A principal função do produto é a distribuição automática e programada de ração. O usuário pode configurar até 10 refeições diárias, com até 20 porções por refeição, garantindo uma rotina alimentar regular mesmo na ausência do tutor. O equipamento permite ainda o controle remoto via aplicativo, o envio de notificações em tempo real (por exemplo, quando o reservatório está com pouca ração) e a gravação de uma mensagem de voz de até 30 segundos, reproduzida no momento da refeição para chamar o animal.

O público-alvo são tutores de cães e gatos que passam longos períodos fora de casa e desejam manter a alimentação dos animais em horários regulares, evitando problemas decorrentes de alimentação irregular. O contexto de uso é o ambiente doméstico, no qual o produto se integra a ecossistemas de automação residencial.

1.2 Componentes e sensores utilizados

O alimentador é composto por um reservatório de 4 litros, construído em plástico ABS e aço inoxidável, adequado para grãos de ração de 2 mm a 18 mm. A dispensa da ração é realizada por um mecanismo motorizado (rotor), cujo consumo de corrente varia de 80 mA a 90 mA em operação normal e atinge cerca de 120 mA a 130 mA em situação de rotor travado.

Para garantir o funcionamento confiável, o produto conta com um sensor de obstrução (antientupimento), que evita o travamento do mecanismo de dispensa, e com o monitoramento do nível de ração, responsável por notificar o usuário quando o reservatório está se esgotando. Um microfone e um alto-falante embarcados viabilizam a gravação e a reprodução da mensagem de voz. A alimentação elétrica é feita por um adaptador (entrada 100–240 V CA, saída 5 V CC), com sistema de alimentação de emergência por três pilhas tipo D, que mantém o equipamento operante em caso de falta de energia.

1.3 Tecnologias de comunicação e controle embarcadas

A conectividade do produto é baseada em Wi-Fi padrão IEEE 802.11 b/g/n, operando na faixa de 2,4 GHz, o que permite a comunicação do dispositivo com a rede doméstica e com os serviços em nuvem. Por meio dessa conexão, o aplicativo móvel realiza o controle remoto, a programação das refeições e o acompanhamento do histórico de alimentação, além de possibilitar a integração com os assistentes virtuais Alexa e Google Assistente e o recebimento de atualizações de firmware.

O controle embarcado é realizado por um microcontrolador com Wi-Fi integrado, responsável por coordenar o acionamento do motor de dispensa, a leitura dos sensores e a comunicação sem fio. Essa arquitetura — um sistema-em-chip (SoC) de baixo custo e baixo consumo com rádio Wi-Fi integrado — é a mesma classe de tecnologia explorada na proposta de reprodução com ESP32 apresentada na Seção 3.

2. Análise Técnica do Funcionamento

O funcionamento do Smart Alimentador Pet Wi-Fi baseia-se em uma arquitetura de hardware e software embarcado otimizada para dispositivos IoT de automação residencial. Abaixo, detalhamos a operação de cada camada do sistema.

2.1 Principais módulos do sistema

A arquitetura física e lógica do equipamento é dividida em cinco módulos operacionais distintos:

  • Sensores: O dispositivo conta com dois sistemas de sensoriamento essenciais para a segurança alimentar do animal. O sensor de nível de ração (tipicamente um par emissor/receptor infravermelho posicionado estrategicamente no reservatório) monitora a presença física dos grãos. O sensor antiobstrução atua de forma indireta, monitorando a corrente elétrica do motor; quando a corrente salta de sua faixa nominal (80-90 mA) para o pico de travamento (120-130 mA) devido a um grão emperrado, o microcontrolador detecta a anomalia e pode reverter a rotação para desobstruir o duto.
  • Atuadores: O atuador principal é um motor DC com caixa de redução, responsável por girar o rotor interno que fraciona e dispensa a ração mecânica e precisamente. O atuador secundário é o alto-falante integrado, que, acoplado a um conversor digital-analógico (DAC) e a um amplificador, reproduz a mensagem de voz gravada armazenada na memória flash do dispositivo.
  • Controle: A unidade central é um System-on-Chip (SoC), que integra o microprocessador e o controlador de rede no mesmo encapsulamento metálico. Esse módulo gerencia o Relógio de Tempo Real (RTC) interno, garantindo que a máquina de estados avalie continuamente a hora programada versus a hora atual para acionar o motor, independentemente da comunicação externa.
  • Interface: A interface homem-máquina (IHM) divide-se em física e virtual. Fisicamente, o aparelho possui botões de acionamento manual (protegidos por uma trava lógica infantil para evitar disparos acidentais) e LEDs indicadores de status (conexão, erro, nível baixo). Virtualmente, a interface primária é terceirizada para o aplicativo de smartphone ("Positivo Casa Inteligente"), onde ocorre toda a parametrização do sistema.
  • Conectividade: O módulo de comunicação física utiliza um transceptor rádio operando no padrão Wi-Fi IEEE 802.11 b/g/n, restrito à faixa de 2,4 GHz.

2.2 Identificação de tecnologias críticas

Para que o alimentador opere de maneira autônoma, confiável e integrada aos ecossistemas de Smart Home, ele depende da orquestração de três tecnologias críticas:

  • Protocolos Sem Fio e IoT (MQTT): A escolha do Wi-Fi em 2,4 GHz é uma decisão técnica focada em penetração de sinal, visto que frequências menores atravessam paredes e obstáculos domésticos com muito mais eficiência do que redes de 5 GHz. Sobre essa camada de rede, o dispositivo utiliza protocolos de mensageria leve (como o MQTT) para manter uma conexão persistente e bidirecional com a nuvem (broker). É essa tecnologia de telemetria que viabiliza o recebimento instantâneo de notificações Push no celular do usuário (ex: reservatório vazio) e a integração com Smart Speakers (Alexa e Google Assistente) de forma transparente.
  • Sistemas Operacionais Embarcados (RTOS): Dispositivos baseados em SoCs Wi-Fi exigem o uso de um Sistema Operacional de Tempo Real (RTOS). O RTOS é crítico porque a manutenção da pilha de protocolos TCP/IP (conexão Wi-Fi) exige processamento constante. O agendador (scheduler) do RTOS garante que a tarefa de monitorar o sensor de travamento do motor (que exige resposta em milissegundos para não quebrar a engrenagem) receba prioridade absoluta de interrupção sobre tarefas secundárias, como o ping de rede.
  • Técnicas de Economia de Energia e Redundância (Failover): Como a alimentação do pet é uma tarefa de missão crítica, a gestão de energia é a tecnologia de contingência mais importante do aparelho. O sistema possui um circuito de chaveamento automático (failover). Durante a alimentação nominal via fonte AC/DC de 5V, o Wi-Fi permanece constantemente ativo. No entanto, em caso de queda de energia, o circuito comuta instantaneamente para as 3 pilhas do tipo D. Nessa situação de contingência, o sistema aplica técnicas de economia de energia (Deep Sleep parcial): ele pode desligar o rádio Wi-Fi para preservar a carga da bateria, mantendo energizado apenas o RTC (Relógio de Tempo Real) e despertando o processador apenas no exato momento de acionar o motor da refeição.

3. Proposta de Reprodução com ESP32

A reprodução do alimentador automático para pets pode ser implementada utilizando a plataforma ESP32 devido à sua capacidade de processamento, conectividade Wi-Fi integrada e compatibilidade com diversos sensores e atuadores.

3.1 Arquitetura Geral do Sistema

O sistema proposto é composto pelos seguintes módulos principais:

  • Módulo de Controle: ESP32
  • Módulo de Tempo: RTC (Real Time Clock)
  • Módulo de Atuação: Servo motor
  • Módulo de Interface: Display OLED + Botões
  • Módulo de Alerta: Buzzer
  • Módulo de Comunicação: Wi-Fi (nativo do ESP32)

O funcionamento geral consiste no agendamento de horários para liberação de ração, armazenamento dessas configurações e execução automática baseada no tempo atual fornecido pelo RTC.

3.2 Descrição dos Componentes

  • ESP32: Responsável por controlar todo o sistema, executar a lógica de programação, gerenciar comunicação Wi-Fi e integrar os demais módulos.
  • RTC (ex: DS3231): Mantém o controle preciso do horário, mesmo em caso de queda de energia, garantindo que a alimentação ocorra nos horários programados.
  • Servo Motor: Utilizado para abrir e fechar o compartimento de ração. O movimento controlado permite liberar porções específicas.
  • Display OLED (ex: SSD1306): Exibe informações ao usuário, como:
    • Horário atual
    • Horários programados
    • Status do sistema
  • Botões: Permitem interação local para:
    • Configuração dos horários
    • Ajuste de porções
    • Navegação no menu
  • Buzzer: Responsável por emitir alertas sonoros indicando:
    • Momento da alimentação
    • Confirmações de configuração
    • Possíveis erros

3.3 Funcionamento do Sistema

O sistema segue o seguinte fluxo de operação:

  1. O usuário configura os horários de alimentação via botões ou interface web;
  2. O ESP32 armazena os horários na memória (EEPROM ou NVS);
  3. O RTC fornece o horário atual continuamente;
  4. O ESP32 compara o horário atual com os horários programados;
  5. Quando há correspondência:
    • O servo motor é acionado para liberar a ração;
    • O buzzer emite um sinal sonoro;
    • Uma notificação pode ser enviada via Wi-Fi;
  6. O sistema retorna ao estado de monitoramento.

3.4 Comunicação e IoT

A conectividade Wi-Fi do ESP32 permite integrar o sistema com aplicações externas. Algumas possibilidades incluem:

  • Envio de notificações para o tutor (via MQTT, HTTP ou aplicativos);
  • Interface web simples hospedada no ESP32;
  • Integração com aplicativos mobile.

Protocolos sugeridos:

  • MQTT (leve e eficiente para IoT)
  • HTTP REST (mais simples de implementar)

3.5 Diagrama Conceitual do Sistema

Diagrama Conceitual do Sistema Alimentador Automático

3.6 Limitações e Desafios

Apesar da viabilidade da implementação, alguns desafios devem ser considerados:

  • Precisão da dosagem: Controle do servo pode não garantir porções exatas;
  • Falhas mecânicas: Travamento do mecanismo de liberação;
  • Dependência de energia: Necessidade de backup (bateria);
  • Conectividade Wi-Fi instável: Pode impactar envio de notificações;
  • Sincronização de tempo: Necessidade de ajuste periódico do RTC ou uso de NTP;
  • Segurança: Proteção da comunicação caso conectado à internet.

4. Pesquisa Bibliográfica e Tecnológica

4.1 Artigos científicos que detalhem uma ou mais de uma das principais tecnologias que viabilizam a existência do produto.

O artigo detalha a arquitetura do sistema-em-chip (SoC) ESP32 e demonstra como explorar seus dois núcleos de processamento (Xtensa LX6) para executar, de forma paralela, a aquisição e o processamento de dados de sensores e a comunicação sem fio via Wi-Fi (IEEE 802.11 b/g/n, 2,4 GHz). Os autores apresentam uma arquitetura de software, apoiada no sistema operacional de tempo real FreeRTOS, que distribui as tarefas entre os núcleos e otimiza o uso do hardware, mostrando que um módulo de baixo custo e baixo consumo é capaz de substituir soluções de hardware mais caras em aplicações de Internet das Coisas. O trabalho relaciona-se diretamente ao produto estudado, pois o ESP32 representa exatamente a classe de microcontrolador com Wi-Fi integrado que viabiliza alimentadores pet inteligentes: um único componente é capaz de controlar o motor de dispensa, ler sensores (como os de obstrução e de nível de ração) e manter a conexão com o aplicativo e a nuvem simultaneamente.

O funcionamento de dispositivos IoT, como o Smart Alimentador Pet Wi-Fi, depende de uma série de protocolos responsáveis por conectar sensores, dispositivos embarcados, aplicativos e serviços em nuvem. Nesse contexto, o artigo apresenta uma revisão dos principais protocolos padronizados utilizados na Internet das Coisas, incluindo tecnologias como 6LoWPAN, que permite a utilização do protocolo IPv6 em dispositivos com recursos limitados; RPL, empregado no roteamento de dados em redes IoT; CoAP, desenvolvido para comunicação eficiente entre dispositivos embarcados; e MQTT, amplamente utilizado para troca de mensagens entre dispositivos e servidores devido ao seu baixo consumo de largura de banda. Os autores também discutem a aplicação desses protocolos em ambientes de automação residencial, demonstrando como eles possibilitam a interoperabilidade entre diferentes dispositivos conectados.

O artigo apresenta uma revisão abrangente sobre o protocolo MQTT (Message Queuing Telemetry Transport), destacando seus fundamentos técnicos, ferramentas de implementação e sua importância na arquitetura da Internet das Coisas (IoT). O estudo detalha como o modelo de publicação-assinatura (publish-subscribe) do MQTT garante um baixo consumo de banda, eficiência energética e alta confiabilidade na troca de mensagens entre dispositivos com recursos limitados. A relação deste trabalho com o produto em estudo (Smart Alimentador Pet) é direta: ele fundamenta teoricamente a escolha tecnológica proposta na Seção 3.4 do projeto, justificando como a comunicação leve e assíncrona do MQTT é a tecnologia crítica que viabiliza o envio de notificações de status e o acionamento remoto do motor pelo ESP32 de forma responsiva.

O artigo realiza uma avaliação rigorosa de desempenho do protocolo MQTT na transmissão de dados para sistemas em tempo real baseados em Internet das Coisas (IoT). O estudo conduz testes práticos sob variadas condições de rede, analisando métricas de latência e throughput, e conclui que a arquitetura leve de publicação-assinatura (publish-subscribe) do MQTT consegue garantir a entrega de pacotes com latências médias inferiores a 50 ms em dispositivos com recursos limitados. Este estudo relaciona-se diretamente à arquitetura do alimentador inteligente, pois detalha a infraestrutura de mensageria que viabiliza a operação remota sobre o módulo Wi-Fi. É exatamente a eficiência de pacotes do MQTT que assegura que comandos remotos (via aplicativo de smartphone ou assistentes virtuais) e notificações críticas (como alertas de reservatório vazio ou rotor bloqueado) operem com alta confiabilidade na rede residencial do usuário.

4.2 Artigos científicos sobre aplicação / uso do produto

O artigo apresenta o desenvolvimento de um alimentador automático para animais de estimação baseado em Internet das Coisas (IoT), com o objetivo de garantir uma rotina alimentar mais adequada mesmo quando os tutores não estão presentes. O sistema permite configurar horários de alimentação, intervalos entre refeições e quantidade de ração distribuída, proporcionando maior controle sobre a dieta dos animais. Os autores destacam que a automação do processo pode contribuir para a prevenção de problemas relacionados à alimentação irregular e ao excesso de peso. Além disso, a solução permite monitoramento remoto das refeições, oferecendo maior praticidade aos tutores e demonstrando o potencial da IoT para aplicações voltadas ao cuidado e bem-estar animal.

O trabalho propõe um sistema inteligente de alimentação para pets utilizando a plataforma ESP32 e tecnologias de Internet das Coisas. A solução integra sensores capazes de monitorar a quantidade de alimento distribuída e registrar informações sobre os hábitos alimentares do animal. O sistema também permite o controle remoto das refeições por meio de dispositivos móveis, aumentando a flexibilidade para os tutores. Um dos principais diferenciais apresentados pelos autores é a utilização dos dados coletados para auxiliar no acompanhamento da saúde dos animais, permitindo identificar possíveis alterações nos padrões de alimentação. O artigo também discute futuras melhorias, incluindo o uso de inteligência artificial para ajuste automático das porções e integração com sistemas de monitoramento veterinário.

O artigo apresenta uma abordagem sustentável para sistemas inteligentes de alimentação de animais domésticos. A proposta combina tecnologias de IoT, inteligência artificial e energia solar para criar uma solução com menor impacto ambiental e elevada eficiência operacional. O sistema realiza o monitoramento remoto em tempo real, controla automaticamente as porções de alimento e utiliza algoritmos para identificar a presença do animal antes da distribuição da refeição. Como diferencial, os autores propõem o uso de recipientes biodegradáveis descartáveis, armazenados posteriormente em um compartimento específico para facilitar a limpeza e melhorar as condições de higiene. Os resultados indicam que a combinação de automação, sustentabilidade e monitoramento inteligente pode contribuir significativamente para o cuidado dos animais e para a redução do consumo de recursos.

Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um protótipo funcional de alimentador automático voltado para animais de estimação, abordando desde a concepção do sistema até sua implementação e validação experimental. Os autores analisam aspectos relacionados à precisão na distribuição da ração, confiabilidade do mecanismo de alimentação e facilidade de utilização em ambientes domésticos. O estudo demonstra que a automação do processo alimentar pode reduzir a dependência da intervenção humana e auxiliar na manutenção de horários regulares de alimentação. Além disso, os testes realizados indicam que o protótipo é capaz de operar de forma consistente e segura, evidenciando o potencial de aplicação dessa tecnologia para melhorar a qualidade de vida dos animais e oferecer maior tranquilidade aos tutores.

5. Comparativo com Produtos Similares

Os alimentadores automáticos para animais domésticos passaram por uma significativa evolução tecnológica nas últimas décadas. Os modelos mais antigos eram compostos basicamente por temporizadores eletrônicos responsáveis pela liberação programada de alimento. Com o avanço da Internet das Coisas (IoT), foram incorporadas funcionalidades como conectividade sem fio, monitoramento remoto, sensores de detecção de falhas e integração com plataformas de automação residencial.

Com o objetivo de contextualizar o Smart Alimentador Pet Wi-Fi da Positivo Casa Inteligente no mercado atual, foi realizado um levantamento de produtos com características semelhantes, permitindo a comparação de funcionalidades, tecnologias empregadas e recursos embarcados.

Tabela 1 – Comparação entre alimentadores automáticos para pets

Característica Positivo Smart Alimentador Pet Xiaomi Smart Pet Food Feeder Xiaomi Smart Pet Food Feeder 2 WOPET Smart Feeder PETKIT Fresh Element Solo Alimentador Automático Convencional
Categoria IoT IoT IoT Avançado IoT IoT Automação Local
Conectividade Wi-Fi Sim Sim Sim Sim Sim Não
Controle por aplicativo Sim Sim Sim Sim Sim Não
Controle remoto via Internet Sim Sim Sim Sim Sim Não
Programação de refeições Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Histórico de alimentação Sim Sim Sim Sim Sim Não
Notificações em tempo real Sim Sim Sim Sim Sim Não
Capacidade do reservatório 4 L 3,6 L 5 L 6 L 3 L 5 L
Backup de energia Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Gravação de voz Sim Não Não Sim Não Não
Sensor de nível de ração Sim Sim Sim Alguns modelos Sim Não
Sensor antiobstrução Sim Sim Sim Sim Sim Não
Integração com assistentes virtuais Alexa e Google Assistant Xiaomi Home Xiaomi Home Limitada Aplicativo PETKIT Não
Atualização de firmware Sim Sim Sim Sim Sim Não

A Tabela 1 evidencia que os alimentadores inteligentes atualmente disponíveis no mercado compartilham um conjunto comum de funcionalidades, incluindo conectividade Wi-Fi, controle remoto por aplicativos móveis e mecanismos de monitoramento do processo de alimentação. As principais diferenças estão relacionadas à quantidade de sensores embarcados, à integração com ecossistemas de automação residencial e aos recursos adicionais oferecidos aos usuários.

Tabela 2 – Comparação tecnológica e evolução dos produtos

Produto Faixa de Preço (2026) Ano de Lançamento* Tecnologias de Comunicação Sensores Principais Recursos Embarcados
Smart Alimentador Pet Positivo R$ 430 – R$ 600 2023/2024 Wi-Fi 2,4 GHz Nível de ração e antiobstrução Controle remoto, notificações, gravação de voz e integração com assistentes virtuais
Xiaomi Smart Pet Food Feeder R$ 600 – R$ 900 2022 Wi-Fi 2,4 GHz Sensor infravermelho e antiobstrução Monitoramento remoto e redundância energética
Xiaomi Smart Pet Food Feeder 2 R$ 900 – R$ 1.200 2025 Wi-Fi 2,4 GHz Sensor de peso, nível e antiobstrução Monitoramento avançado e controle de porções por pesagem
WOPET Smart Feeder R$ 500 – R$ 800 2021 Wi-Fi Sensor de bloqueio Controle remoto e mensagens de voz
PETKIT Fresh Element Solo R$ 800 – R$ 1.400 2020 Wi-Fi e Bluetooth Sensor de nível de ração Monitoramento remoto por aplicativo
Alimentador Automático Convencional R$ 150 – R$ 300 Diversos Não possui Geralmente não possui Temporização eletrônica local

Ano aproximado de introdução comercial dos modelos.

Evolução Tecnológica dos Alimentadores Automáticos

A evolução dos alimentadores automáticos pode ser dividida em três etapas principais.

A primeira etapa é representada pelos modelos convencionais, que utilizam temporizadores eletrônicos para controlar a liberação de alimento em horários pré-definidos. Esses dispositivos operam de forma autônoma e não possuem mecanismos de comunicação ou monitoramento.

A segunda etapa corresponde à introdução de tecnologias de Internet das Coisas. Nessa geração, passaram a ser incorporados módulos de comunicação sem fio, aplicativos móveis e serviços em nuvem, permitindo configuração remota, acompanhamento do histórico de alimentação e emissão de notificações aos usuários.

A terceira etapa caracteriza-se pela utilização de sensores adicionais e mecanismos de monitoramento mais sofisticados. Além da programação das refeições, esses equipamentos são capazes de detectar obstruções, monitorar o nível de alimento disponível e, em alguns casos, realizar a pesagem automática das porções distribuídas.

Análise Comparativa

O Smart Alimentador Pet Wi-Fi da Positivo apresenta características compatíveis com os principais dispositivos inteligentes disponíveis atualmente no mercado. O produto incorpora conectividade sem fio, sensores de monitoramento, sistema de alimentação redundante e integração com plataformas de automação residencial, características frequentemente encontradas em dispositivos IoT voltados ao ambiente doméstico.

Em comparação com modelos mais recentes, observa-se que alguns concorrentes oferecem recursos adicionais relacionados à pesagem automática das porções e ao monitoramento mais detalhado do consumo alimentar. Entretanto, o equipamento da Positivo contempla as funcionalidades essenciais para automação da alimentação de animais domésticos, mantendo um conjunto de recursos comparável ao dos principais produtos da categoria.

6. Referências

POSITIVO CASA INTELIGENTE. Smart Alimentador Pet Wi-Fi. Curitiba: Positivo Tecnologia, [2024]. Disponível em: https://www.positivocasainteligente.com.br/smart-alimentador-pet-wi-fi/p. Acesso em: 6 jun. 2026.

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VRISHANKA, P. N.; PRABHAKAR, P.; SHET, D.; RUPALI, K. Automated Pet Feeder using IoT. In: IEEE INTERNATIONAL CONFERENCE ON MOBILE NETWORKS AND WIRELESS COMMUNICATIONS (ICMNWC), 2021, Tumkur, Karnataka, India. Proceedings [...]. New York: IEEE, 2021. p. 1–5. DOI: 10.1109/ICMNWC52512.2021.9688391.

PRIYA, B. Vishnu et al. IoT Based Smart Pet Feeding System Using ESP32. In: KATIYAR, J. K. et al. (ed.). Proceedings of International Conference on Computer Science and Communication Engineering (ICCSCE 2025). Paris: Atlantis Press, 2025. p. 1994–2004. DOI: 10.2991/978-94-6463-858-5_165.

D'SOUZA, S. M.; REDDY, S. N.; RAMESH, S.; A, S. G.; SRAVYA, M. K.; SUDHEEPTHI, N. GreenTech in Pet Care: A Sustainable Approach to Smart Feeding Systems. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON EMERGING TECHNOLOGIES IN ELECTRONICS AND GREEN ENERGY (ICETEG), 2025, Mysore, India. New York: IEEE, 2025. p. 1–6. DOI: 10.1109/ICETEG66194.2025.11473073.

FEITOSA, Paula Araujo. Protótipo de um alimentador automático para animais de estimação. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia de Computação) - Universidade Federal do Ceará, Campus de Quixadá, Quixadá, 2025.

QUINCOZES, S. E.; TUBINO, E. R. R.; KAZIENKO, J. F. MQTT Protocol: Fundamentals, Tools and Future Directions. IEEE Latin America Transactions, v. 17, n. 9, p. 1439–1448, 2019. Disponível em: https://ieeexplore.ieee.org/document/8931137.

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