ESP-BEATS - Bateria Eletrônica Embarcada
Integrantes
| Nome | Matrícula |
|---|---|
| Gabriela Silva Alves | 211030756 |
| Maria Luisa Alves Rodrigues | 211039617 |
| Yan Werlley | 211030649 |
| Nicolas Bomfim Dias Bandeira | 211062348 |
Objetivo do estudo
Este trabalho apresenta um estudo de uma bateria eletrônica / pad de percussão digital inteligente, tomando como referência o Alesis SamplePad Pro. O foco é entender como um produto detecta impactos, converte o gesto em evento musical, aciona amostras de áudio com baixa latência e se integra a sistemas externos via MIDI e interfaces digitais.
Como inspiração inicial do grupo, a ideia também nasceu do controlador de bateria da franquia Guitar Hero, que marcou nossa infância e ajuda a explicar o interesse pelo formato de bateria digital, pela resposta imediata aos golpes e pela experiência lúdica de transformar movimento em som.
O recorte escolhido conversa diretamente com os recursos disponíveis na disciplina, em especial sensores de impacto, sensores de som, sensores de toque e unidade de medição inercial, que podem ser mapeados para uma arquitetura embarcada com ESP32.
1. Descrição do produto selecionado
Produto de referência comercial
Alesis SamplePad Pro é um pad de percussão tabletop voltado para músicos, bateristas, percussionistas de palco, estúdios e criadores de conteúdo. O equipamento combina pads sensíveis à velocidade, biblioteca interna de sons, expansão via cartão SD e conectividade para integração com outros instrumentos e softwares musicais.
Principais funções
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Captura de golpes em pads com resposta à intensidade do impacto.
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Disparo de sons internos e de samples carregados pelo usuário.
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Organização por kits, permitindo configurar timbres diferentes por contexto musical.
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Expansão para uso híbrido, conectando pads externos, pedais e sistemas MIDI.
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Uso como interface de prática, performance ao vivo, gravação e ensino.
Componentes e princípios de funcionamento
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9 pads internos single-zone sensíveis à velocidade, baseados em sensores piezoelétricos, cada um com LED de feedback ao golpe.
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Entradas externas de expansão: Pad 1 (1/4" TRS dual-zone ou TS single-zone, mapeado para EXT 1A/1B), Pad 2 (1/4" TS single-zone, mapeado para EXT 2), entrada de Kick (modos SWITCH ou TRIGGER) e entrada de Hi-Hat (modos SWITCH ou VARIABLE, com leitura analógica de posição).
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Circuitos analógicos de condicionamento para adaptar os pulsos curtos e de alta impedância gerados pelo impacto, com sensibilidade ajustável por pad (SENS 1-8) e curva de velocity global (Pad Curve 1-8), permitindo calibrar o ganho/limiar e o mapeamento de dinâmica.
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Processador interno para leitura de eventos, cálculo de velocity (camadas A/B com faixas Vel 000-127), seleção de amostras, gerenciamento de kits e lógica de modos de disparo (POLY, MONO, LOOP, STOP, TMP, CLK, HAT) e mute groups (1-16) para exclusão mútua entre samples.
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Memória interna com pré-carregamento de samples (até 48 MB por kit) para playback de baixa latência, e suporte a cartão SD/SDHC (até 32 GB, FAT32) para amostras .WAV personalizadas (16-bit, mono/estéreo, 11.025k-48k Hz).
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Interfaces de comunicação para integração com DAWs, módulos externos e controladores musicais: MIDI In/Out (5-pin DIN), porta USB/MIDI (MIDI sobre USB + acesso ao cartão SD como armazenamento), e configuração de canais MIDI de envio/recepção, Program Change e MIDI Clock.
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Saídas de áudio analógicas: Main Out (1/4" L/R), Phones Out (1/4" estéreo) e Aux In (1/8" estéreo) com mixagem e controles de volume independentes.
Público-alvo
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Bateristas que precisam de um pad compacto para ensaio e performance.
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Percussionistas que desejam tocar timbres eletrônicos e samples híbridos.
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Professores e estudantes que necessitam de um instrumento versátil para treino.
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Criadores de conteúdo que usam gravação direta, MIDI e disparo de loops.
Tecnologias de comunicação e controle embarcadas
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MIDI e USB-MIDI para integração com computadores e instrumentos virtuais.
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Entradas de trigger para expansão de pads e pedais.
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Armazenamento em cartão SD/SDHC para bibliotecas adicionais de áudio.
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Fluxo de controle baseado em eventos, com prioridade para baixa latência entre o impacto e a resposta sonora.
Imagem do produto

Referência principal do produto
- Alesis SamplePad Pro User Guide: https://www.alesis.com/rscdn/768/documents/SamplePad Pro - User Guide - v1.3.pdf
2. Análise técnica do funcionamento
2.1 Cadeia de aquisição do impacto
Em um pad eletrônico, o golpe aplicado à superfície gera um pulso elétrico muito curto quando há um piezoelétrico associado ao material de toque. Esse pulso apresenta alta impedância, amplitude variável e grande sensibilidade a ruído, o que exige uma etapa de condicionamento antes da leitura digital.
Na prática, a cadeia típica inclui:
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Sensor piezoelétrico ou elemento de trigger equivalente.
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Rede de proteção e limitação de tensão para proteger o ADC.
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Buffer de alta impedância para não carregar o sensor.
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Filtragem RC e/ou detector de envelope para extrair a energia do impacto.
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Limiar com histerese para distinguir toque válido de vibração residual e crosstalk.
2.2 Amostragem e estimação de velocidade
A velocidade do golpe é estimada a partir da amplitude máxima, da área do envelope ou da energia acumulada em uma janela curta logo após o impacto. Para isso, o módulo de controle precisa amostrar em alta taxa e com jitter controlado.
Uma implementação robusta costuma usar:
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Amostragem rápida dos canais de trigger.
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Captura por interrupção ou por leitura periódica em tarefa dedicada.
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Janela de processamento curta para reduzir o tempo entre impacto e som.
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Curvas de velocity ajustáveis para simular resposta musical natural.
2.3 Barramentos e protocolos
Produtos dessa classe normalmente combinam vários barramentos:
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MIDI e USB-MIDI para eventos de nota, mudança de kit e sincronismo.
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USB para atualização, transferência de amostras e integração com software.
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SD/SDHC para expansão de bibliotecas de áudio.
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I2C/SPI para displays, memória, expansões e periféricos.
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I2S para conversão e saída de áudio em módulos de melhor qualidade.
2.4 Técnicas de redução de latência
O elemento crítico em um pad digital é a latência total de resposta. Para manter a sensação de toque natural, o sistema precisa minimizar o intervalo entre o impacto e o som.
As técnicas mais relevantes são:
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Tarefas priorizadas no sistema operacional embarcado.
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Processamento determinístico e sem alocação dinâmica no caminho crítico.
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Buffers de áudio pequenos, mas estáveis, para evitar estouro e falhas.
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Pré-carregamento de samples na RAM ou em cache.
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Atraso de leitura configurado para ignorar vibração de retorno e evitar retrigger.
2.5 Síntese técnica
Em resumo, o funcionamento de um pad eletrônico depende da combinação entre um sensor mecânico de impacto, uma frente analógica rápida, um firmware com estado bem definido e um caminho de áudio/controle desenhado para baixa latência. O produto é, ao mesmo tempo, uma interface musical, um sintetizador de eventos e um sistema de tempo real.
3. Proposta de reprodução com ESP32
3.1 Mapeamento conceitual
A ideia é reproduzir, em escala acadêmica, o comportamento de um pad eletrônico inteligente usando um ESP32 com suporte ao ecossistema ESP-IDF. O projeto pode ser dividido em quatro blocos:
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Entrada de impacto: piezos sob cada pad ou sensores de impacto da lista da disciplina.
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Leitura de gesto: ADC interno para protótipos e ADC externo para melhor resolução e menor ruído.
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Camada musical: geração de eventos MIDI, disparo de samples e ajuste de velocity.
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Saída de áudio e comunicação: I2S para áudio local, BLE MIDI ou Wi-Fi para integração externa.
3.2 Arquitetura proposta
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ESP32-S3 como controlador principal, por ter bom suporte a FreeRTOS, periféricos modernos e interface com áudio e comunicação.
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ADC externo recomendado para canais de trigger quando houver necessidade de maior consistência entre pads.
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Codec/I2S DAC para saída de áudio com qualidade superior ao DAC interno, especialmente em reprodução de samples.
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microSD para armazenar kits e amostras.
3.3 Uso do ESP-IDF
No ESP-IDF, a implementação pode usar:
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FreeRTOS para particionar leitura, áudio, interface e comunicação.
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xTaskCreatePinnedToCore para isolar a tarefa de trigger em prioridade mais alta.
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Queues e ring buffers para transportar eventos de golpe até o motor de áudio.
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Drivers I2S, ADC, SPI, I2C, BLE e Wi-Fi para integração dos periféricos.
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NVS para salvar curvas de sensibilidade e configurações de kit.
3.4 Limitações esperadas
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O ADC interno do ESP32 é útil para prova de conceito, mas sofre com ruído, não linearidade e variação entre chips.
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A resposta de áudio em tempo real depende fortemente do tamanho de buffer e da estabilidade das tasks.
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BLE MIDI melhora a mobilidade, mas pode aumentar a latência em relação a USB-MIDI.
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Wi-Fi é ótimo para telemetria, mas não é a primeira escolha para o caminho crítico de disparo musical.
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O áudio interno do chip não entrega a mesma fidelidade de um codec dedicado em I2S.
3.5 Diagrama conceitual
flowchart LR
P[Pads piezoelétricos] --> A[Condicionamento analógico]
A --> C[ADC interno ou ADC externo]
C --> E[ESP32 + ESP-IDF]
E --> F[Task de detecção e velocity]
F --> G[Task MIDI / BLE MIDI]
F --> H[Task de áudio]
H --> I2[I2S DAC / codec]
I2 --> J[Amplificador / fone / line out]
G --> K[Notebook / DAW / módulo externo]
E --> L[microSD / kits / samples]
E --> M[Wi-Fi para telemetria e configuração]
3.6 Fluxo de software sugerido
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A tarefa de trigger detecta o pico do impacto.
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O firmware calcula velocity e aplica curva de resposta.
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O motor de kit escolhe a amostra ou nota MIDI correspondente.
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A tarefa de áudio toca o sample por I2S ou envia MIDI para outro host.
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A UI atualiza estado, kit, sensibilidade e pads ativos.
4. Pesquisa bibliográfica
4.1 Tecnologias para a solução embarcada
1) Design of a Piezoelectric Sensor and Its Analog Interface for Bending-Vibration Measurements
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PDF: https://hal.science/hal-01694045/file/sensors-14-20543.pdf
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Resumo: o trabalho analisa a estrutura de um patch piezoelétrico e discute sua interface analógica para medição de vibração e flexão. Para um pad eletrônico, ele é relevante porque o problema é o mesmo em essência: transformar uma deformação mecânica muito breve em um sinal tratável por eletrônica embarcada sem perder dinâmica nem introduzir excesso de ruído.
2) Design and Performance of a Metal-Shielded Piezoelectric Sensor for High-Frequency Structural Impact Measurements
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Resumo: o artigo apresenta um sensor piezoelétrico com blindagem metálica, voltado a medições de impacto em altas frequências. A contribuição para o ESP-BEATS é direta: blindagem, resposta rápida e rejeição de ruído são exatamente as propriedades desejadas em pads de percussão sujeitos a golpes repetitivos e interferência mecânica.
3) Impact of Audio Delay and Quality in Network Music Performance
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Resumo: o estudo investiga como atraso e qualidade de áudio afetam a execução musical em rede. Isso ajuda a justificar o desenho de baixa latência no ESP-BEATS, especialmente quando a saída de áudio local precisa parecer instantânea e quando a comunicação externa por Wi-Fi não deve entrar no caminho crítico da execução.
4) Wireless Inertial Measurement Units in Performing Arts
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Resumo: o trabalho explora IMUs sem fio em contextos de performance, incluindo transmissão de mensagens MIDI e captura de gestos. Embora o ESP-BEATS não utilize baquetas inteligentes, o artigo fornece embasamento sobre latência MIDI sem fio e protocolos de comunicação relevantes para a comunicação BLE MIDI do sistema.
4.2 Aplicação e uso de baterias eletrônicas / interfaces digitais
1) Audio Recognition of the Percussion Sounds Generated by a 3D Auto-Drum Machine System via Machine Learning
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Resumo: o artigo descreve um sistema de auto-drum em 3D e usa aprendizado de máquina para reconhecer sons de percussão gerados pelo conjunto. A relevância para o ESP-BEATS está na ideia de gerar e classificar eventos percussivos de forma inteligente, o que pode inspirar modos automáticos, reconhecimento de padrões e validação da resposta sonora do sistema.
2) Enhancing Musical Learning Through Mixed Reality: A Case Study Using PocketDrum and Meta Quest 3 for Drum Practice
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Resumo: o estudo apresenta uma aplicação de aprendizado musical em realidade mista que integra sensores PocketDrum e rastreamento manual do Meta Quest 3. O trabalho é útil para o ESP-BEATS porque mostra como instrumentos de percussão digitais podem ser usados como ferramentas de ensino, não apenas de performance, reforçando a importância de feedback rápido e visualização clara do gesto.
3) Multimodal Drumming Education Tool in Mixed Reality
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Resumo: este artigo apresenta uma ferramenta multimodal para ensinar rudimentos e polirritmia, com avaliação com usuários. Para o projeto, ele demonstra que interfaces de bateria digital ganham valor quando combinam som, gesto e feedback visual, algo que pode ser reproduzido com ESP32, sensores simples e uma camada de visualização externa.
4) The Creative Drummer: An EEG-Based Pilot Study on the Correlates of Emotions and Creative Drum Playing
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Resumo: correlações entre emoçãoe execução de bateria em músicos experientes. Sua principal utilidade para o ESP-BEATS é como o instrumento eletrônico precisa responder de forma musical e expressiva, e não apenas funcional. Isso reforça o uso de curvas de velocity, sensibilidade ajustável e baixa latência percebida.
5. Comparativo com produtos similares
Tabela de referência
| Produto | Geração / perfil | Pads / zonas | Conexões e expansão | Processamento / biblioteca |
|---|---|---|---|---|
| Alesis SamplePad Pro | Referência do estudo, pad tabletop compacto | 8 pads sensíveis à velocidade | MIDI/USB, entradas de trigger, expansão via SD/SDHC | 10 kits e mais de 200 sons; foco em samples e disparo rápido |
| Roland SPD-SX PRO | Topo de linha moderno | 9 pads internos | 4 entradas de trigger externas, suporte a até 8 pads adicionais com cabo Y, USB/MIDI | 32 vozes de polifonia, 32 GB internos e mais de 1500 sons |
| Roland SPD-SX | Geração anterior profissional | 9 pads internos | 2 entradas de trigger externas, expansão para pads adicionais, USB/MIDI | Modo sampler profissional com memória interna e foco em palco |
| Alesis Strike MultiPad | Pad profissional com foco em performance e sampling | 9 pads | USB áudio/MIDI, expansão de triggers, cartão de memória e integração com computador | Biblioteca ampla de sons e workflows de gravação/samples |
| Yamaha DTX-MULTI 12 | Pad/módulo híbrido mais versátil | 12 pads | MIDI/USB, entradas para expansão e interface de uso múltiplo | 64 notas de polifonia, 1.061 vozes e 100 MB de wave memory |
| Yamaha DD-75 | Bateria digital de entrada | 8 pads touch-responsive + 2 pedais | Saídas para fone, alimentação externa e integração MIDI/USB em usos de estudo | Instrumento compacto, com display simples e proposta educacional |
Leitura comparativa
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O SamplePad Pro se destaca como baseline equilibrado entre custo, portabilidade e uso prático em estúdio e palco.
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O SPD-SX PRO representa a solução mais robusta em processamento e expansão, servindo como referência de mercado para um produto premium.
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O SPD-SX mostra a evolução histórica do segmento e é útil para comparar gerações anteriores de sampling pads.
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O Strike MultiPad explora a fronteira entre pad de performance e estação de samples.
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O DTX-MULTI 12 amplia a noção de pad com maior número de zonas e forte apelo para percussão híbrida.
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O DD-75 ajuda a situar a categoria em um nível de entrada, útil para estudo e iniciação musical.
Referências
Documentos da disciplina
Produto de referência
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Alesis SamplePad Pro User Guide: https://www.alesis.com/rscdn/768/documents/SamplePad Pro - User Guide - v1.3.pdf
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Alesis SamplePad Pro downloads: https://www.alesisdrums.com/samplepadpro/downloads/
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Roland SPD-SX PRO product page: https://www.roland.com/us/products/spd-sx_pro/
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Roland SPD-SX PRO manual page: https://www.roland.com/global/support/by_product/spd-sx_pro/owners_manuals/
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Roland SPD-SX owner manual: https://cdn.roland.com/assets/media/pdf/SPD-SX_OM.pdf
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Yamaha DTX-MULTI 12 owner manual: https://data.yamaha.com/files/download/other_assets/0/314150/VJC2010_owners_manual_dtxm12_En_C0.pdf
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Alesis Strike MultiPad user guide: https://www.strikemultipad.com/downloads/strike-multipad-user-guide-v1_0.pdf
Artigos acadêmicos utilizados
Observações finais
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As especificações de mercado podem variar por revisão de firmware e região.
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A proposta com ESP32 privilegia reatividade musical e simplicidade de manutenção, então o condicionamento analógico e a disciplina de tarefas em tempo real são mais importantes que a adição de recursos sofisticados demais para o protótipo.
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A combinação de piezos, IMUs e MIDI BLE cobre bem a reprodução conceitual do comportamento de um pad eletrônico moderno dentro do escopo da disciplina.
